quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Encontros Consonantais parte 2

 Ch- Este dígrafo possui som idêntico ao som alfabético do "x", sendo que o latim não possuía o som chiado. O ch tem origens diversas, como podemos verificar:

  1. do pl- como nos vocábulos: chão ( de planum), cheio ( de plenum)
  2. do ch e scl- como nos vocábulos: chave ( de clavem); macho ( de mascu, masculum, masclum)
  3. do fl- como no vocábulo: chama ( de flamam)
  4. do ch francês, proveniente de um c duro latino. Assim, do latino capellum surgiu em francês chapeau que nos deu, em português o vocábulo chapéu, o mesmo acontecendo com carrucam (lat), charrue(fr.) e charrua(port.).

Lh- O dígrafo lh corresponde , quanto ao som, ao duplo "ll" ou "l molhado" do espanhol llorar, llano,
mamilla, palavras que em espanhol são pronunciadas com o som de lh: lhorar, lhano, molha, manilha.

Nh- Como os dígrafos anteriores, também não existe em latim. Do mesmo modo que o lh corresponde ao l que tem por função evitar o hiato, o nh corresponde ao "n" com idêntica função. Assim sendo, temos em Português: senhor( seniorem); tenho( de tenio).





Material de estudo: Gramática, Redação Literatura; Editora Didática Paulista


Tipos de Fonética


sábado, 19 de agosto de 2017

Encontros Consonantais

         
          São os agrupamentos de consoantes na mesma sílaba, também conhecidos por grupos consonantais.
          Outras vezes, encontramos duas consoantes juntas representando um único som, como é o caso do ch, lh, nh ou então consoantes dobradas ou geminadas. A este grupo chamamos de dígrafos ( di= dois+ grafo= grafar).
          A origem do dígrafo está na deficiência do alfabeto, que não possui uma letra só para indicar o som, como acontece, também, com o qu e o gu. Assim sendo, tal deficiência está presente não só na língua portuguesa, como em várias outras neolatinas. Para melhor compreensão deste estudo, é interessante estudar a Fonética Histórica, onde encontramos a origem do dígrafo.

GRAFIA

 
     A grafia, quando se vale de um desenho convencional para se reportar às formas da língua, constitui o que chamamos ideogramas; quando se vale dos elementos da fonação, constitui a grafia tônica.
      Em português, como nas demais línguas ocidentais, a grafia é fônica, representada por letras, diacríticos (cedilha, til, acentos) e sinais de pontuação.
      A grafia de uma língua costuma ser fixada convencionalmente num sistema estrito a que denominamos ORTOGRAFIA (ortho- "correto"), segundo critérios que variam de acordo com o tempo e os hábitos da sociedade que o estabelece.
       Se, por um lado, a língua escrita se baseia obviamente na grafia, por outro não se pode deixar de ressaltar que a opção por determinada maneira de grafar as palavras tem como razão uma presumida opção fonética.
    Exemplo: a grafia papel com L e a grafia chapéu com U têm como explicação a realidade sonora dessas duas terminações, uma /El/, outra /Ew/.

   

Arquifonema e Debordamento

 

     O arquifonema corresponde acusticamente a um dos fonemas neutralizados ou é o denominador comum de todos  eles, contendo apenas os traços distintivos em comum. No exemplo da palavra quis, dizemos que o último som é o arquifonema /s/.
     Outro tipo de neutralização é o debordamento, que não podemos confundir  com o arquifonema, já que consiste no emprego "flutuante" de um fonema em lugar de outro. No debordamento, o ambiente fonético só propicia a neutralização em um determinado número de palavras.
      São exemplos de debordamento as pronúncias: "mermo", "papéu", "embrema", "forga" para as palavras mesmo, papel, emblema e folga.

Alofone


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Fonética X Fonologia


Pertinência e Comutação


   O princípio de pertinência tem o objetivo de constatar o que é distintivo numa língua, ou num uso linguístico, ou seja, o que lhe é essencial. Revela também o que é apenas contingente, isto é, determinado pelo contexto ou circunstâncias diversas.
   A pertinência pode ser verificada por meio de procedimentos isolados ou combinados, mas todos se baseiam na formação de pares opositivos, seja por acréscimo, seja por mobilidade, seja por comutação.
   A fonologia nos mostra que há muita diferença entre a realidade física e a realidade representada pelos hábitos linguísticos característicos de cada comunidade. O que importa, em suma, é reconhecer, dentro do objeto de estudo, o que é efetivamente pertinente àquela língua.